13 agosto 2026

Viagem ao fim do poço



Jorge F. Isah
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A humanidade tem se especializado cada vez mais em superar todas as bizarrices possíveis e imagináveis, a título de diversidade, multiculturalismo, tolerancianismo, autossuficientismo, porcariarismo, igualitarismo, e uma série de sinônimos nunca aplicados mas sempre ansiados, como um fetiche, mais necessário à vida de certas pessoas do que o próprio oxigênio... Por falar nisso, não estranhe se, em um futuro próximo, os “engenheiros sociais” obrigarem as pessoas a utilizarem cilindros de gás meio a meio, metade de oxigênio e outra metade gás carbônico, pois seria preconceito e injustiça ao Co² ter uma parcela não igualitária no ar que respiramos. Enquanto isso, os mesmos “construtores” se deliciarão com porções cada vez maiores de O², para os seus deleites — com margens de lucro estratosféricas —, e escárnio do restante dos mortais.

Assim funciona o mundo: em nome de reparações às minorias, faz-se injustiça com a maioria, seja ela de qual cor, etnia, classe social, sexo ou outro muro erguido em nome do bem-estar e de uma isenção sempre parcial. No fundo, é uma luta pelo poder, onde boa parte é apenas “boi de piranha”, a espalhar um discurso sem plexo ou nexo enquanto a elite — seja intelectual, política, militar, sindical ou simplesmente hormonal — se esbalda em luxos, prazeres e controle das massas. Tendo o estado por sócio ou “padim”.

Não se iluda! Existem mais camadas intocáveis e intocadas nessa trama do que se pode imaginar ou conceber e, por esse motivo, nenhum questionamento é permitido ou sequer avaliado, sob pena de se transformar em teoria de conspiração ou, mormente, gerar risadas histéricas, deboche e cinismo.

Todas as coisas devem ser colocadas no mesmo saco, balançadas e o que sair não se pode lançar dúvidas ou questionar, desde que o recipiente contenha apenas e tão somente os valores elencados e formatados do politicamente correto ou establisment.

Mas voltemos às bizarrices e quebras de recordes. Você conhece a mulher que tem os maiores lábios do mundo? Ela já fez trocentas cirurgias plásticas para ter verdadeiros colchões de silicone na boca; se chama Andrea Ivanova. E o brasileiro que consegue projetar os olhos 18 cm para fora das órbitas? Chama-se Sidney Carvalho, e está no Guinness. E o americano que durante 50 anos comeu um Big Mac por dia? Chama-se Donald Gorske e, pasmem!, ainda não sofreu um infarto. E o que dizer de Michel Lotito? Ele chegou a comer um aeromodelo de metal entre outras bugigangas indigeríveis. A lista vai aumentando e aumentando e aumentando, quase sem fim. Essas são algumas das coisas mais “estranhas” realizadas, entre inúmeras outras no decorrer da história — e não vejo ninguém propor uma maneira de impedi-las; por quê?

Não estou defendendo a censura ou o não direito à liberdade individual, não é isso. Mas, por que raios em muitos países é proibido falar de Cristo e não de Mohamed? Pode-se louvar Mao, Fidel e Stálin e nenhuma palavra emitida sobre Paulo, João, Pedro e Tiago? Por que criticar certas pautas progressistas é crime e pecado enquanto se matam bebês, destroem-se reputações, ataca-se a infância, e os pais são meros incubadores e pagadores de impostos?

Se Lucky Rich pode tatuar 100% da sua pele e Nilanch Patel, quando adolescente, tinha o maior cabelo do mundo: 1,70 m; por que dizer, pensar, cogitar ou especular que o Parenthood é um abatedouro humano — uma mulher foi presa por orar silenciosamente próxima a uma clínica de aborto — é pecado?

São tempos difíceis, como dizia o apóstolo Paulo.

Enquanto isso, os impostos subirão, o dólar subirá, os benefícios e privilégios das poucas mas barulhentas castas brasileiras e mundiais subirão, e você e eu, cada vez mais, não teremos outra coisa a fazer senão pensar: onde fica o fundo do poço?

E nem posso ajudá-lo, pois ainda não chegamos lá! 



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