Se
você é um Nogueira, Coelho ou Batista não é difícil descobrir a etimologia do
seu nome. Não precisa fuçar muito. Nem contratar um filólogo ou detetive
particular. Alguém na família foi apaixonado por nozes, cavar buracos ou se
envolver com batistérios.
Se
Fernandes ou Alves, alguém, em priscas eras, tinha um pai chamado Fernando ou
Álvaro.
A
maioria dos nomes tem origem toponímica — derivados de aspectos geográficos,
paisagens —, zoonímica — de animais — e patronímica — nome de um ancestral
masculino.
Existe
outra categoria: a dos políticos. Um deles, Lula. Outro, Bolsonaro. O primeiro dispensa
qualquer verbete: oito tentáculos, evidente vantagem administrativa e o terror
do contribuinte. O segundo remete ao aríete de ferro: nada pode ser mais
adequado ao seu estilo.
Em
ambos os casos, você e eu não passamos de Túlios pilotando Pálios.
A
onomástica comete um absurdo ao não categorizar os políticos. Passou da hora de
termos os politicônimos. No começo, um adjetivo. Depois, verbo. E, por fim, o
Código Penal.
Seria
uma profusão de Gérsons, Gualtérios e Jacós... e nada os impediria do
sucesso.
Em
época de eleições, haja Catarinos e Capanemas tipificados pela Lei. E
completamente esquecidos por ela.
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Nota: texto publicado originalmente no portal Bulunga
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