Jorge F. Isah
"O Brasil ganhou!... O Brasil ganhou!”
Seja lá o que isso representa. Foi um jogo contra os
japoneses, que já não são os mesmos. Na Segunda Guerra, endureceram muito mais
a peleja do que hoje. Tudo bem, os motivos são outros, mas a idolatria é a
mesma.
No Japão, o esporte mais popular é o Baseball, depois vem a
competição de hashis nas feiras de Tóquio. O futebol deve vir logo após o “Torneio nacional
de organizar filas”.
Não sei de você, mas o foguetório, gritos e palavrões em
brados efusivos lembraram-me a comoção da queda do Muro de Berlim, a vitória do
Miss Universo por um LGBTQ+ , e a eleição do presidente mais honesto que já
existiu. Ninguém se lembra dos preços nos supermercados e da prestação atrasada.
Veja o caso do juiz que resolveu apitar depois da partida e
marcou penalti contra certa empresa por não haver mulher em cargo de gerência. Se
a moda pega, a próxima Copa começará e terminará sem futebol. Pois o lema é:
“Não ao futebol. Mais igualdade social”.
Susete e Geni para os lugares de Messi e Vozinha. E Marciele
no de Ancelloti.
Um juiz pode dizer como administrar uma empresa privada, mas,
por que raios o Estado está falido?... Vai ver, acham que a competência discrimina.
Como pode privilegiar quem faz o certo e melhor?
Viva os “pernas-de-pau”!
Enquanto as vitórias chegarem, não existe povo mais
patriótico. Já a primeira derrota e aquele país de “m...” será cantado aos
quatro ventos, no refrão inédito do crooner, enquanto balança as nádegas no
banheiro.
Se quatro anos passam rápidos, o espírito nacional anda em
marcha a ré. Até os próximos noventa minutos, com chance de prorrogação.
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Nota: Texto publicado originalmente na Revista Bulunga