09 outubro 2026

Cardápio do dia: "Virado à direita"


 

Aos amigos — uns gatos pingados que nem me conhecem mais — digo: o Brasil tem solução.

Incrédulos, acham que estou sendo cínico ou debochado. Mas justo eu?

Realmente há saída — como diria o Leão da Montanha — em sua fuga à direita ou esquerda.

As eleições mostraram que estamos no caminho, apesar do segundo turno. Que não tem nada a ver com plantão ou jornada extra, pois político não consegue nem cumprir um turno, quanto mais preencher um banco de horas.

Enquanto isso, estamos aqui. Empresários, trabalhadores, máquinas e animais de carga — os nossos mais próximos “cumpanheiros” — nos matando e pagando quatro almoços para comer a metade de um.

E o IOF ainda nem entrou na conta.

Se essa gente faz os seus projetos e dejetos — eles se confundem sem que saibamos o que é o quê — ansiosos pelos resultados das urnas, certas coisas não mudam:

1) Os tatuadores dividirão salas de maternal para aprenderem decoupage.

2) Entre o funk e o sertanejo universitário existe uma chupetinha. Se um grita obscenidades, o outro ameaça pular do bebê conforto.

3) O Big Brother e a Fazenda fazem o orgulho dos banheiros públicos. Mas o que mata é a inveja da descarga.

4) O elevador do Q.I. brasileiro continuará descendo, sem parar no subsolo.

5) Eu — talvez você também — espero o papai-noel, louco para meter a mão no seu saco.

Se nada der certo, é só chamar a Janja. 
Enquanto o Chapolin Colorado tira as suas merecidas férias.

Jorge F. Isah


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